quarta-feira, 3 de abril de 2013

Feedback (negativo)


No terceiro dia (ou foi no quarto?), certo alguém me perguntou por um feedback negativo. Minha resposta, vaga e distante, dizia que ainda não poderia fornecer uma resposta àquela pergunta. Daquele dia em diante, a vontade de responder adequadamente àquela pergunta revirava minha mente. Até após os cinco dias do evento.

A cada momento que me questionava, percebia que minha dúvida permeava outras     tantas colocações. E que essas impressões estavam a me atrapalhar, mas a tal da resposta não chegava. E não chegou.
Em minha cabeça, apenas existia o comentário: “feedback negativo, não, feedback construtivo”. E assim se manteve aliado à percepção de que a melhor construção que poderia fornecer é a de uma carta branca. Com roupagem de “Gorgeous”.

Isso apenas atestou a minha confiança e, se tiver de fazer um feedback construtivo de alguma parte, claramente não será para quem me perguntou. Na realidade, lembra-se daquelas colocações que me atrapalhavam? Melhor dizendo, lembra-se daquelas picuinhas? Então. Impressões que provavelmente você não se importe, mas que para mim às vezes é bastante gritante.

A resposta pode parecer ainda distante, infelizmente. Mas é certeza. Certeza de quê? De que a nostalgia passou e que agora em mim existe o sorriso pelo tanto que todos me cativaram, pelo tanto que todos me marcaram e pelo tanto que sinto por todos. Indignação por não conseguir expressar de maneira mais adequada? Sempre, quando apenas resta o sorriso e o sentimento gravados em mim.

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