segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Formato de pensar

Para quê dizer que tudo está bem se o certo é dizer que não? A falsa despreocupação acaba permeando não apenas os seres ao seu redor, mas seu próprio coração. Aquela mentira que acaba se tornando verdade quando repetida umas mil vezes. E dai vem o baque. Você se olha no espelho e se desata a chorar; seu coração se quebra e volta para o início. 

A primeira coisa? Dizer que não, não está bem. Depois disso, é só desenvolver. Começar a pensar. Porque meu coração está tão pequeno? Mas tão cheio de mundo e tão vazio de sociedade que não sabe como lidar e transforma esse vazio em estado de mente. Meu corpo emerge e começa a se degenerar. Mente vazia - sempre falaram para correr dela, mas coitada! Mente vazia não significa tranquilidade, paz, calmaria?

Meu corpo, tão cheio do mundo, começa a se encher dele mesmo. Os lados observados pelos meus olhos parecem sempre os mesmos – as coisas não mudam. Às vezes parece que sua mente corre em círculos. Para. Faz um lanchinho e. Volta a correr.

Corre como um maratonista atrás da sua própria medalha de ouro; atrás de seu próprio pódio de respostas. Mas a mente corre a tanto tempo que se cansou. Uma hora cansa. O fôlego se esvai – digo o mesmo da vontade enquanto a maldita da dor se mascara. Você acredita no sorriso estampado no seu rosto.

O que fazer para levantar o Nobel da Consciência? Como fazer a mente descansar em uma pausa realmente profunda; sem as dores do treino. Treino? Quando foi que ela treinou para todo esse desespero? Quem ensinou a ela a lidar com toda a angústia e a decepção? Ninguém. Ela não foi ensinada. Ela apenas tenta de todas as maneiras e da melhor forma que pensa ser possível. É o tiro no escuro que norteia seus princípios, seu humor, seu pensamento. A certeza? Não se saberá, mas a análise? Pode se tentar.

Teria como se pensar errado.

domingo, 24 de junho de 2012

Coração


A verdade oculta é a que mais gera dor, que corrompe pouco a pouco e, repentinamente, percebe-se dilacerado e com o coração pesado, gritando socorro. A solução é certa, mas é de difícil aplicação – claro. Deveria ter sido posta em prática há tempo e, sim, uma parte dela foi executada. Mas tanta coisa continua acumulada que determina a predominância da falta de atos.

Quando o pesar bate o único remédio a pequeno prazo é o choro. Não tem problema em chorar, porque alivia. Mas ele apenas serve para deixar as ideias claras, para fazer com que a mente comece a funcionar. E tudo vai recomeçando rapidamente, porque a situação não deixou de existir; ela é o acúmulo de tristezas, de vontades, de partes da vida.

E se vê perdido, rodando em círculos. Com a mesma peça do quebra-cabeça faltando e a espera pelo dia D se torna mais longa, mais deplorável. O desejo de jogar tudo para o alto é gigantescamente tentador, mas seus pés continuam a tocar o chão. Você não está só; é uma das outras quinhentas variáveis do quebra-cabeça que quebra a sua cabeça. Você continua a tentar, em busca do acerto que fará o quebra-cabeça completar-se, quer dizer, despedaçar-se.

Com o olhar recaído sobre si perante o espelho, o estalo de que várias explicações não continham o verdadeiro problema ocorre e o sentimento de que o espírito não sabe mais para onde correr aparece. Continua a ser um labirinto sem saída, sem o suspiro de alívio.

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

Disgusting

Você está feliz por tudo que acontece, mas quando fica sozinha sente o abismo adentrar seu corpo, alojar-se em sua alma e reinar seu peito. Não é uma dor, é apenas o de sempre. E então você olha ara suas unhas amarelas e não reconhece você mesmo. Elas não fazem parte de você, mas você faz parte delas.

Uma lágrima é derramada. E mais outra. Você gostaria de ter a força daquela pessoa, a sua determinação. Sua coragem. Mas a verdade é que você se rendeu às palavras dos outros e agora? Qual a solução para si mesmo?
Você não reclama porque gosta, mas o outro futuro é simplesmente a sua essência. Porém, o verdadeiro é seu dom.

A vontade de ser a mudança. Dos outros, do país, da vida. De você mesmo. Quanto mais eu pergunto, mas me perco no redemoinho de sílabas e letras em minha cabeça, parece que me prendo ao passado, ao passo que ele já foi superado. Modificação com tempero. Análises obtusas e divertimento pecaminoso. O que realmente é errado e o que realmente é certo?

O que realmente é você? O que faz parte de você. Seus valores. De hoje, que serão diferentes amanhã. A vida realmente muda e é isso que temos de superar.

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Seus pensamentos mudarão TANTO, mas TANTO

- Ei, fale comigo. Quero fazer você se sentir melhor.


- Falta de amor...
- Falta de amor em qual aspecto? Seja mais específica.
- Amor de amor sublime, de amor que se escolhe, de amor que beija. De amor que entende, de amor sincero. De amor simples.
- Olha, um amor extraordinário é raro. Às vezes temos a sorte de presenciá-lo uma vez na vida, às vezes temos a sorte de viver esse amor sublime por anos e anos, às vezes esse amor sublime se transforma em decepção... Cara, tem de tudo. Você não deve ficar pensando nisso se te deixa para baixo. Aceite que você é uma mulher com conteúdo e várias qualidades, e, no momento certo, o amor manifestará em e para você.
- Mas não era pra esse amor sublime ser o único vencedor? Não era pra ele ser o encontrado no outro? Não é ele que deveria ser esse amor de quem se dorme e se beija, mas eu simplesmente não o encontro em nenhum olhar. E encontro casais em todo e qualquer lugar. Porque ficar com alguém se você não sabe que é verdadeiro? A ilusão pode ser boa, mas no final não vai causar apenas angústia? Você simplesmente aceita a ilusão do outro e isso se transforma em amor?
- Eu encontro certas respostas, mas se exibir a sua ilusão para os outros? Como ter orgulho disso? Ou elas não se dão conta ou aceitam? É por isso que está banalizado.
- Nossa, não. Não quero acabar com a sua felicidade.
- Não, não é. Todo e qualquer tipo de amor já é vencedor por si só, não é preciso da sublimidade para torná-lo o melhor. Basta que você reconheça o amor que as pessoas têm por você, porque daí você poderá enxergar o sublime de maneiras distintas. É mais uma questão de entendimento. A vida te ensinará isso. Você perceberá que, o importante mesmo, é você se orgulhar do que você é e do que você lutou para ter.
- Eu preciso elaborar umas respostas melhor para ti. Farei isso amanhã.
- Preciso ir embora.
- Ah, precisa mesmo? Durma bem, mas...
- Eu já entendi que o começo de todo e qualquer problema está na minha relação com o outro. Mas, principalmente, na minha relação comigo mesma. Todas as lágrimas que eu derramei nesses dias de tristeza foram por decepções. Pelo menos a maioria e as que mais me marcaram. Isso vai parar quando eu for verdadeiramente verdadeira comigo. Mas entender não é fazer. Porque não basta entender e absorver? Às vezes parece que estou a mentir para mim mesma.
- Eu te respondo melhor, prometo. Beijos, preciso ir. Fique bem.
- Beijos, até. Boa noite.