quinta-feira, 21 de julho de 2011

Esperar o inesperável

Minha mente sente-se vazia e então, em uma fração de segundos, várias informações chegam. Ela enche-se mais do que parece suportar e começa a resolver um problema atrás do outro ferozmente, apenas querendo acabar com eles. E então chega nos complexos, que envolve uma série de componentes para as quais você não possui poderes de manipulação. Você tenta resolver da maneira mais simples e compreensível que você encontra, acreditando que tudo ficará bem, porque é uma resposta aceitável. Mas o seu interior vê que foi uma idiotice, entende que vc desejava, precisava, queria e arquitetava uma saída.. por motivos retrospectivos. Mas é como uma pedra no meio do caminho que você atravessa e só para pra pensar depois. E acaba parando por mais tempo, voltando para todos aqueles sentimentos que te perseguem, que você diz não querer de volta, mas você que os açoita. Você que os libera, para quê?

E tudo começa a ficar remexido na sua cabeça, todas as suas confusões voltam. Suas lamúrias e perdões, acrescentadas a coisas não-resolvidas que deveriam estar resolvidas desde.. desde muito tempo. Seu futuro. Queria desejar que tudo fosse simples, que essa bagunça não internalizada parasse e minha cabeça encontrasse algum lugar, parando de apenas viver um dia após o outro. Parando de ser quem você é para ser alguém melhor por um pouco de egoísmo e vaidade, por paixão. Por desejo, por necessidade porque você não sabe o que é.

Apenas sabe é decepcionante.

Quando aquela sua certeza deixa de ser certeza, quando seus pensamentos parecem uma montanha-russa. Está na hora de parar, pare antes de fazer merda. Pare para não machucar alguém. Para não se arrepender, para virar gente.

Lembre-se que é humana, que vive em sociedade e em uma sociedade pequena, por mais gigante que pareça. Lembre-se que seus passos ficam registrados não apenas para você. Mesmo que você dê importância para todos, mesmo que você lembre de todos e mesmo que você tenha vergonha de alguns. Você é quem você é, apesar dos pesares.

domingo, 15 de maio de 2011

X Sigma-mundi

Há 3 anos entrei no Centro Educacional Sigma e me deparei com pessoas e situações diferentes das quais nunca tinha convivido até então, minha visão de mundo foi intensamente explorada e modificada por projetos como o Sigma-mundi.

Aprendi horrores no CCTD de 2009 (Cuba linda!) e ingressei nessa jornada de simulações, gostei e fiquei. Conheci pessoas, fiz inúmeros amigos, aprendi Política, cresci pessoalmente, interessei-me por Direito e soube que podia chegar muito mais longe do que pensava. Veio a FAO de 2010 (Irã ahaza!) aonde “presenciei”, mais ainda, os dois lados da moeda, aonde a trama internacional regeu meus discursos e opiniões e, finalmente, veio o STF de 2011 (AU, AU, AU! – Advogada da União, purfavô), encerrando meu digníssimo ciclo de Sigma-mundi. Excelentíssimos ministros, advogados, procuradores e diretores, agradeço ao esforço de todos para que a Suprema Corte tivesse intensas e proveitosas discussões demostrando a capacidade e a habilidade de todos. Obrigada por terem feito desse 10º Sigma-mundi uma das melhores simulações que já participei, acreditem: mesmo confundindo alguns nomes, mesmo pensando que alguns deveriam ser mais educados, mesmo tendo sido por apenas dois dias, apesar de não termos almoçados juntos, NUNCA esquecerei de nenhum Advogado, de nenhum Ministro, de nenhum Procurador.

Bilus, vocês foram demais! Aproveitem e aproveitem, porque quando acabar estarão que nem eu: derramando lágrimas descontroladamente. Todos vocês são lindos – menos quando o Serginho está com o martelo hehe - e cada um teve sua importância para o comitê, colaborando em diversos questionamentos, foram fodas e ahazaram! Obrigada pela ótima discussão, todo o trabalho e noites mal-dormidas valeu a pena.

Pimpão, Greice e Tigrão (diretores): ahh, é claro que cês foram uns inteligentes chatos, divertidos e engraçados, agradeço por todos os esclarecimentos e explicações, por toda a paciência e disposição nos treinamentos, pela força de vontade, alegria para que tudo funcionasse, obrigada por todo o apoio e toda a confiança(?) depositada, por toda a amizade e por toda a diversão. Contribuíram para a enorme saudade que sentirei/sinto do Sigma-mundi, mas é uma “boa” saudade.

Choro de alegria e de satisfação por algo de curta duração, mas que marca para o resto da vida.

Acabou. E agora? Comofas?

Beijos e rosas, Mandy.



sábado, 9 de abril de 2011

Sei lá

Percebi que não sou ninguém. Comparado ao mundo, comparado ao outro país, comparado ao Universo. Sinceramente, o que você é? O que você é nessa gigantesca imensidão escura que nos cerca, que nos envolve e nos expõe? Você mesmo. Pera, mas alguns não são eles mesmos. Não ser ninguém não é sinônimo de insignificância, senão ninguém me diria "Não vivo sem você", "Eu te amo", "Ah! Lembrei de vc hoje!" e são nessas horas que você percebe que não está só no mundo, quando você sente aquela felicidade partindo de alguém, na ajudar a alguém, que toca seu coração. E eu não consigo viver sem isso. Pode ser complexo de never been alone ou pode ser felicidade, sentimento. Sei lá. NOSSA! Agora que percebi, Sei lá = Mandy.

Sentir-se necessário ou amado é aquele objetivo de vida, chegar aos fins dos tempos sem a solidão. O que é solidão para você? Não estar casado, estar sem amigos, não ter um cachorro, a falta daquele cigarrinho? Para começar, o que você quer da sua vida? Você quer viver minuciosamente, viver cada segundo ou ficar na mesmice do trajeto casa, trabalho, almoço, trabalho, casa. Porque você não para de deixar as coisas do lado e agarra suas oportunidades com os dentes, arranca tudo o que você pode daquilo e aprende. Cresça. Qual seu objetivo de vida? Ser culto.

Porque gostamos de fechar os olhos para o mundo e viver isoladamente, não é porque o outro é uma outra pessoa que a vida dele não interferirá na sua. Pode ser que aquela pessoa para a qual você não deu o último pudim seja o seu chefe de amanhã. Eai?. É sempre assim, não queremos enxergar a verdade. Será que podemos ser alguém? Fazer a diferença? Apenas com as nossas mãos, com nossos princípios, com o nosso falar. Qual a real diferença entre o herói e o que busca sê-lo, inteligência, força de vontade, aceitação - ?. Porque será que quando dizemos que vamos mudar o mundo, a maioria das pessoas respondem com com risadas, "Seu louco", com deboche. Porque alguém não levanta e fala "Seu nojento" para aquele que responde ao comentário do outro com essas palavras, porque será que ninguém apóia a iniciativa. Mesmo que seja de uma criança que nem saiba o que EUA signifique. Porque nós não mostramos que aquele pensamento é o correto, o necessário, que o mundo precisa de pessoas para mudá-lo, para renovar a essência do planeta. É a mesma situação que vemos hoje em dia, falamos das mudanças que o mundo precisa de ter para "sobreviver", mas ninguém se movimenta. Deixa para o outro e, adivinhem, o outro deixa para o outro! E assim vai, até que chega alguém e reclama. Reclamar, ai, como é bom.. e só sabemos fazer isso. Porra, ao invés de reclamar levanta essa bunda gorda da frente do computador e vai fazer alguma coisa! - Beijos, vou dormir.

"Amor de Perdição", "Femme Fatale" - CD. "Don't waste your time or time will waste you".

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

"Oi, tudo bem?"

YAY, metafísicos e químicos! - Sabe, não. Eu não tenho vergonha de dizer que não consigo não ligar para o que as pessoas pensam de mim, - PORRA! EU SOU UM SER SOCIAL (disse). Se eu não ligar para o que os outros pensam não precisaria fazer nada, não precisaria mostrar todo meu potencial, não precisaria mostrar que fiz tal coisa. Pera, não é bem assim.

Eu posso não ligar para os outros e fazer todo o resto por mim mesma, naquela vibe de viver a vida custe o que custar e de “melhor dormir com arrependimentos do que com a vontade de ter feito". É preciso um pouco dos dois, porque dependendo do arrependimento você pode ter muita coisa a perder: pessoas, sentimentos, memórias, coração.

Pode ser que a oportunidade não apareça outra vez na sua vida, pode ser que você a aceite e se dê mal. Geralmente, são aquelas situações aonde o enigma prevalece e tudo pode acontecer, aquele chute no escuro. Você tem de estar preparado para tudo, sem medo de ser feliz. Com uma coragem maior do que si mesmo.

"Sem medo de ser feliz": escolha e realize seus próprios desejos aproveitando-se a sua liberdade, dessa “liberdade” abstrata que não sabemos se realmente existe ou não. Mas, no final, nós não deveríamos fazer tudo por nós mesmos, escolhendo com a nossa própria cabeça e buscando satisfazer as nossas necessidades e apenas estas? E não é isso que muitos de nós buscamos?

Por um momento, esqueça os outros e foque-se. Em si mesmo. No que você é e em quem vc quer ser. Se, por acaso, é um exemplo ou uma bosta ambulante. Nem ouse dizer: - Isso é egoísmo. "NÃO, NÃO É”. É olhar para dentro de si e se conhecer, saber a respeito de si e aceitar-se. Ou então não, não aceite e não mude.

Trabalhe e transcenda, muitos dizem que a personalidade de alguém não pode ser verdadeiramente mudada. Ok, não sei, mas ISSO É UMA DROGA, porque é comprovado cientificamente, mas você pode ser revoltado e discordar. Sim, está muito mal escrito e mal elaborado, em uma ordem distorcida e confusa. Prazer, essa sou eu. No momento.
Minhas mãos tremem e eu não sei porquê. Na verdade, meu corpo todo parece tremer. Será efeito do café? Será algum problema de saúde? Será falta de comida? Será falta de alguém? Não. Não são minhas mãos que tremem. Meu coração que bate e bate.. parecendo que só sabe bater.

"Alice no País do Quantum"; "Two is better than one".

sábado, 25 de dezembro de 2010

Travelling

Estava pensando no que postar, sem muito o que encontrar por causa dessas tranquilas férias. Cheias de sono, noites em claro e pensamentos vazios. Não, nessas últimas semanas não estiveram vazios, porque realmente fiz uma retrospectiva. De como foi o ano, 8 ou 80, 0 ou 100, 50. Cheguei a conclusão de que foi um ano bagunçado provavelmente o mais de toda a minha vida. Ao passo que vivi muito, cresci e me rebaixei muito. Passos largos nessa estrada que chamada de vida foram dados e continuarei a dá-los nesse ano que começa, porque isso é viver. Para alguns, resume-se em sair e beber, para outros é sobreviver. "Não sei". As ideias estão indo embora de minhas mãos como a brisa que passa por nossos cabelos, quando as sinto já passaram. A confusão de minha cabeça parece distante de mim, pareço estar vivendo os dias e simplesmente isso. Minha mente não quer se concentrar, tudo parece fluir: - Ah, é o calor, o verão, o sol. Não sei. Não sei de mais nada.

"A menina que roubava livros", Móveis Coloniais de Acaju - Swing hum e meio e "Não sei, né".