quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Seus pensamentos mudarão TANTO, mas TANTO

- Ei, fale comigo. Quero fazer você se sentir melhor.


- Falta de amor...
- Falta de amor em qual aspecto? Seja mais específica.
- Amor de amor sublime, de amor que se escolhe, de amor que beija. De amor que entende, de amor sincero. De amor simples.
- Olha, um amor extraordinário é raro. Às vezes temos a sorte de presenciá-lo uma vez na vida, às vezes temos a sorte de viver esse amor sublime por anos e anos, às vezes esse amor sublime se transforma em decepção... Cara, tem de tudo. Você não deve ficar pensando nisso se te deixa para baixo. Aceite que você é uma mulher com conteúdo e várias qualidades, e, no momento certo, o amor manifestará em e para você.
- Mas não era pra esse amor sublime ser o único vencedor? Não era pra ele ser o encontrado no outro? Não é ele que deveria ser esse amor de quem se dorme e se beija, mas eu simplesmente não o encontro em nenhum olhar. E encontro casais em todo e qualquer lugar. Porque ficar com alguém se você não sabe que é verdadeiro? A ilusão pode ser boa, mas no final não vai causar apenas angústia? Você simplesmente aceita a ilusão do outro e isso se transforma em amor?
- Eu encontro certas respostas, mas se exibir a sua ilusão para os outros? Como ter orgulho disso? Ou elas não se dão conta ou aceitam? É por isso que está banalizado.
- Nossa, não. Não quero acabar com a sua felicidade.
- Não, não é. Todo e qualquer tipo de amor já é vencedor por si só, não é preciso da sublimidade para torná-lo o melhor. Basta que você reconheça o amor que as pessoas têm por você, porque daí você poderá enxergar o sublime de maneiras distintas. É mais uma questão de entendimento. A vida te ensinará isso. Você perceberá que, o importante mesmo, é você se orgulhar do que você é e do que você lutou para ter.
- Eu preciso elaborar umas respostas melhor para ti. Farei isso amanhã.
- Preciso ir embora.
- Ah, precisa mesmo? Durma bem, mas...
- Eu já entendi que o começo de todo e qualquer problema está na minha relação com o outro. Mas, principalmente, na minha relação comigo mesma. Todas as lágrimas que eu derramei nesses dias de tristeza foram por decepções. Pelo menos a maioria e as que mais me marcaram. Isso vai parar quando eu for verdadeiramente verdadeira comigo. Mas entender não é fazer. Porque não basta entender e absorver? Às vezes parece que estou a mentir para mim mesma.
- Eu te respondo melhor, prometo. Beijos, preciso ir. Fique bem.
- Beijos, até. Boa noite.

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Efêmero

Não é a minha vida que é complicada, eu que a torno. Os problemas pareciam resolvidos, as soluções estavam na minha cabeça e as praticava tranquilamente, mas, um dia desses, elas pareceram desandar. Tudo pareceu desandar. Não precisou de algo como ápice, apenas apareceu. Como aquele amor que bate-e-volta.

Será que apenas bateu?

Ficou. Mentira, não tem nada a ver. Meu sentimento não é esse. Melancolia com frustração com arrependimento. Internos desencontros. Internas tristezas. Será a saúde? Será o final? Será a inércia.

- Melhoras. A efemeridade do espírito é a dificuldade de encontrarmos o sentido da vida.

(não sei de mais nada, depois eu continuo.)

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Errata

Essa ponte me parece bamba, como uma corda prestes a deixar o equilibrista no chão, uma pluma que desestabiliza o ar e movimenta os corpos ao seu redor.

Não vou para Pasárgada, não sou covarde, não tenho forças para rugir, mas sou como o Coragem e brigo por aí, indo de encontro ao objetivo que ninguém quis.

Enxergo através destes óculos-escuros um futuro incerto, impróprio para meu ser. Não sei me desamarrar, nem sei se quero e se posso. Equilibre-me para não desajustar-me na hipocrisia, não me ignore, eu quase estou aqui.

Olhe para a esquerda, vire para a direita, grite para frente e não se desloque para trás. Suspiro. As folhas sobreviventes e ressecadas como seu coração clamam pela chuva da nuvem do horizonte, que está absorta na desgraça em seu coração.

Como que, admitindo a desordem, o corpo quebra e a mente se contorce. O coração vira sinônimo de pedra; parece não saber mais o porquê de viver.

“A História Real” – “Libertad” – “Just Dance - Wii” – “Epistasia de sentimentos.”

quinta-feira, 21 de julho de 2011

Esperar o inesperável

Minha mente sente-se vazia e então, em uma fração de segundos, várias informações chegam. Ela enche-se mais do que parece suportar e começa a resolver um problema atrás do outro ferozmente, apenas querendo acabar com eles. E então chega nos complexos, que envolve uma série de componentes para as quais você não possui poderes de manipulação. Você tenta resolver da maneira mais simples e compreensível que você encontra, acreditando que tudo ficará bem, porque é uma resposta aceitável. Mas o seu interior vê que foi uma idiotice, entende que vc desejava, precisava, queria e arquitetava uma saída.. por motivos retrospectivos. Mas é como uma pedra no meio do caminho que você atravessa e só para pra pensar depois. E acaba parando por mais tempo, voltando para todos aqueles sentimentos que te perseguem, que você diz não querer de volta, mas você que os açoita. Você que os libera, para quê?

E tudo começa a ficar remexido na sua cabeça, todas as suas confusões voltam. Suas lamúrias e perdões, acrescentadas a coisas não-resolvidas que deveriam estar resolvidas desde.. desde muito tempo. Seu futuro. Queria desejar que tudo fosse simples, que essa bagunça não internalizada parasse e minha cabeça encontrasse algum lugar, parando de apenas viver um dia após o outro. Parando de ser quem você é para ser alguém melhor por um pouco de egoísmo e vaidade, por paixão. Por desejo, por necessidade porque você não sabe o que é.

Apenas sabe é decepcionante.

Quando aquela sua certeza deixa de ser certeza, quando seus pensamentos parecem uma montanha-russa. Está na hora de parar, pare antes de fazer merda. Pare para não machucar alguém. Para não se arrepender, para virar gente.

Lembre-se que é humana, que vive em sociedade e em uma sociedade pequena, por mais gigante que pareça. Lembre-se que seus passos ficam registrados não apenas para você. Mesmo que você dê importância para todos, mesmo que você lembre de todos e mesmo que você tenha vergonha de alguns. Você é quem você é, apesar dos pesares.

domingo, 15 de maio de 2011

X Sigma-mundi

Há 3 anos entrei no Centro Educacional Sigma e me deparei com pessoas e situações diferentes das quais nunca tinha convivido até então, minha visão de mundo foi intensamente explorada e modificada por projetos como o Sigma-mundi.

Aprendi horrores no CCTD de 2009 (Cuba linda!) e ingressei nessa jornada de simulações, gostei e fiquei. Conheci pessoas, fiz inúmeros amigos, aprendi Política, cresci pessoalmente, interessei-me por Direito e soube que podia chegar muito mais longe do que pensava. Veio a FAO de 2010 (Irã ahaza!) aonde “presenciei”, mais ainda, os dois lados da moeda, aonde a trama internacional regeu meus discursos e opiniões e, finalmente, veio o STF de 2011 (AU, AU, AU! – Advogada da União, purfavô), encerrando meu digníssimo ciclo de Sigma-mundi. Excelentíssimos ministros, advogados, procuradores e diretores, agradeço ao esforço de todos para que a Suprema Corte tivesse intensas e proveitosas discussões demostrando a capacidade e a habilidade de todos. Obrigada por terem feito desse 10º Sigma-mundi uma das melhores simulações que já participei, acreditem: mesmo confundindo alguns nomes, mesmo pensando que alguns deveriam ser mais educados, mesmo tendo sido por apenas dois dias, apesar de não termos almoçados juntos, NUNCA esquecerei de nenhum Advogado, de nenhum Ministro, de nenhum Procurador.

Bilus, vocês foram demais! Aproveitem e aproveitem, porque quando acabar estarão que nem eu: derramando lágrimas descontroladamente. Todos vocês são lindos – menos quando o Serginho está com o martelo hehe - e cada um teve sua importância para o comitê, colaborando em diversos questionamentos, foram fodas e ahazaram! Obrigada pela ótima discussão, todo o trabalho e noites mal-dormidas valeu a pena.

Pimpão, Greice e Tigrão (diretores): ahh, é claro que cês foram uns inteligentes chatos, divertidos e engraçados, agradeço por todos os esclarecimentos e explicações, por toda a paciência e disposição nos treinamentos, pela força de vontade, alegria para que tudo funcionasse, obrigada por todo o apoio e toda a confiança(?) depositada, por toda a amizade e por toda a diversão. Contribuíram para a enorme saudade que sentirei/sinto do Sigma-mundi, mas é uma “boa” saudade.

Choro de alegria e de satisfação por algo de curta duração, mas que marca para o resto da vida.

Acabou. E agora? Comofas?

Beijos e rosas, Mandy.