quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Tenho tanta coisa na cabeça que não sei como encher essa página em branco.
Cheia de novidades, curiosidades, fofocas e complicações eu escrevo. Isso mesmo, sábios. A vida está difícil, PAS PAS PAS PAS PAS está chegando. Em todos os sentidos, realmente não sei o que fazer - é mentira. Estou passando (internamente) por tudo aquilo de novo, mas podem se acalmar porque estou melhorando. Não sei, eu.. - risos - as contínuas reuniões do STF via msn me animam então, deixem para lá. É só drama mesmo. Beijos, metafísicos e químicos! Finalmente, a história:

DETERMINISMO
(pode ser mudado)

Minhas pernas balançavam debaixo da mesa, meu paladar sentia o gosto dos morangos quando M. captou meu olhar fuminante, antes de me levantar da mesa.

Seu cheiro era avassalador e impregnou-se em todos os cantos da limusine como se tivesse sido trazido por meio de uma forte rajada de vento e não por nossos corpos. Flashes de jogadas de cabelo, gemidos lubrificantes e beijos maquiavélicos passavam pela minha cabeça enquanto arrumava meu vestido vermelho. Meus pensamentos foram apagados pela falta de som do motor do carro, Hummer abriu a porta do passageiro.

Movendo meus pés lentamente cheguei em meu quarto sem fazer barulho e muito menos sem olhar para a luz que se acendera no final do corredor. No momento em que fechava a porta de meu quarto.

Minha cabeça latejou com a luz que saía das janelas, interrompendo meu sonho. Debaixo das cobertas, escutei passos nervosos pelo piso de meu quarto e xinguei mentalmente ao sentir o frio em meu corpo descoberto.

- Marie, acorda!

A mulher de 43 anos com cara de 33 estava empertigada, queria que eu descesse em 5 minutos e alegou que eu estava atrasada, que não sabia como não tinha acordado com toda a algazarra dos pássaros.

- Mãe, conta logo, estou com sono! - reclamei antes dela sair falando a respeito de novidades.

Entrei no banheiro e saí trajando meu robe perolado, calçei minhas sandálias e fechei a porta de meu quarto. Acariciei Burn que estava cabisbaixo e podia jurar que crescera alguns centímentros desde ontem. Continuando a andar, notei a beleza do dia que formara fora de casa e depois dessa baboseira da Mrs. Phoenix e suas tais novidades, iria direto para a piscina. Apostava que era mais algum prêmio absurdo em algum lugar igualmente absurdo.
Passei pelas escancaradas portas de Acaju e milésimos depois meu corpo se encontrava no chão, sentia lambidas em meu rosto e um enorme peso em meu tronco. "Ah, claro, só podia ser um São Bernardo. Era essa a novidade!? Um 5º cachorro na família!?" pensei.
Com amável carinho o retirei de cima de mim e momentos depois ouvi aquela voz fina.
- Marie! Que saudades, Marie!
Estava estarrecida, apesar de saber quem gritava meu nome não acreditava nessa verdade. Agora sabia da onde conhecia aquele lambedor.
Ao me ver esmagada, Marcus atinou para a minha pessoa e se aproximou de mim. Olhava-o boquiaberta, apertei sua mão em resposta. "Prazer" falei, enquanto ouvia a seu respeito.
- Meu noivo não é lindo? - minha irmã exclamou antes de partir para cima dele com um beijo.
"Lindo é pouco!" pensei enquanto lembrava da noite anterior.

Nenhum comentário:

Postar um comentário