Olá, metafísicos e químicos. Cansei de falar da minha pacada vida (fiz as unhas e tô de escova! :), apesar de às vezes rolar um burburilho nessa rotina. Claro, senão ninguém vive. Então, decidi escrever.
A morena, de olhos verdes-claros dançava de acordo com o ritmo da música. Seus passos mostravam que a garota não ligava para o que pensavam a seu respeito afinal, apesar de sua meia calça arrastão e sua blusa-vestido-vermelho a transformando em uma puta todos a olhavam com desejo e inveja. Ela dançava com o garoto mais bonito da buatch que, por coincidência, dias antes foi visto pegando uma catarinense de olhos caramelos.
O anel prateado no dedo da garota pixaim e na mão do menino chifrador brilhava; muitas pessoas olhavam para aquela cena com ironia e uma incrível vontade de dar um tapa naquele estúpido, porque Felícia não merecia tal ato. E também se perguntavam se ela estava a par das novidades, apesar de serem dolorosas. Seis meses está longe de ser pouco.
Em uma rapidez repentina, Samuel apareceu ao mesmo tempo em que Renato foi ao bar pegar uma bebida para o casal. Nesse intervalo o que era de se esperar aconteceu, a reação de Felícia foi a melhor ou a pior possível; ao mesmo tempo que berrava não conseguia falar nada e, com uma lágrima rolando em seu rosto e um "Obrigada" a Samuel ela sentou em um puff, pensando sobre a situação. "Canalha" era o que passava pela sua cabeça mas, enquanto queria esfaqueá-lo em pedacinhos também desejava ir embora sem dizer nada. Não faria nenhuma das duas, a garota preferia dar uma lição aos traidores do que fazer algo que nunca funcionava - vingança.
Renato a encontrou e lhe convidou a voltar para a pista de dança, ela aceitou e se levantou com seus olhos fixos nos do garoto, sem tocar na mão que era oferecida. Dançava como sempre, com passos rápidos, inovadores e requebrados. Mas Renato percebia algo diferente, sua namorada não deixava que ele encostasse em seu corpo e ficava encabluado com aquilo, "Que porra é essa!?" pensava enaltecido.
Com o passar das horas ele entendeu o motivo, mas achava que aquilo estava sendo demais. Pediu desculpas para Felícia, que o perdoou mas disse que isso não era tudo. Com o desenrolar das semanas, ela não deixava que ele a tocasse e apenas lhe deu permissão quando Renato percebeu a consequência de seu erro. Ele geralmente se irritava com todo aquele castigo mas não pensava duas vezes em obedecer à menina porque, nesse tempo de rola-não-rola sua mente estralou para o quão idiota era. Percebeu que não tinha nenhum motivo e que estava bêbado.
Contava estas e outras descobertas para Felícia e, em uma bela tarde de Novembro, quando ele pôde tocar todo seu corpo, já tinha se arrependido amargamente do que fizera mas tudo já havia passado. Renato aprendeu a dar valor ao que tinha e, contradizendo o que muitos comentavam, o relacionamento ficou muito mais fervoroso.
É uma pequena narrativa.. não esperem um motivo, foi o que veio. Bom final-de-semana seus aloprados e divirtam-se!. "Sob a Rosa" de Diana Peterfreund. Outta my head - Ashlee Simpson. "Coragem é fundamental".
pq metafisica
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"só me veem à cabeça uma palavra: metafísica"
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